​Última apresentação de Poesia para Brasília tem mais poemas recitados por estudantes

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A primeira série de apresentações do projeto Poesia em Voz Alta terminou com um debate dinâmico entre estudantes do Centro de Ensino Médio Setor Oeste e do Instituto Federal de Brasília e os poetas Alexandre Pilati e João Bosco Bezerra Bonfim, que também é curador do projeto e mediador dos debates. Além de discutirem significados, sonoridade e sentimentos causados pelos textos lidos, eles subiram ao palco para apresentar as próprias produções literárias.

No fim da performance, a plateia fez perguntas a Alexandre Pilati. A primeira delas foi sobre o que o inspira a escrever poemas como os da obra SQS 120 m² com DCE. A resposta foi, por si só, inspiradora. “É uma questão de observar a vida com um pouco de atenção”, disse, “a inspiração vem daí: tornar essa visão que você tem do mundo uma forma artística”. E reforçou que não é preciso uma força transcendental: “A força está na vida, e a poesia capta essa força”.

Alexandre Pilati contou ainda que um dos muitos poetas que o inspira é Carlos Drummond de Andrade e afirmou que, apesar de acreditar que o lugar da literatura seja mesmo na escola, é necessário “desescolarizá-la”, ou seja, dar mais vida e criar espaços mais livres para discuti-la. Logo em seguida, os estudantes, de forma voluntária, foram ao palco dizer os próprios poemas e ganharam de presente uma obra do poeta.

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Sucesso

Essa foi a última apresentação do espetáculo Poesia para Brasília, que estreou em 29 de agosto. Na próxima sexta-feira (9), às 20h, será a abertura de Poesia, Cordel e Cantoria, segundo dos três espetáculos previstos no projeto Poesia em Voz Alta, da Associação Nacional de Escritores (ANE). Veja a programação completa.

O presidente da ANE, Fabio de Sousa Coutinho, avalia que o saldo até o momento foi muito positivo e se diz encantado pelo projeto, por representar uma aproximação da associação com a comunidade. “A ANE está cumprindo uma missão cultural de alto alcance educacional, ou seja, é a cultura como um meio para se chegar à educação”, destaca. "O que mais me encanta é que recebemos recursos públicos e estamos devolvendo rigorosamente em serviço cultural para o público, isso é muito bacana”, completa.

O presidente lembra ainda que o projeto mostra ao público a poesia como fonte de arte e de sabedoria. "Os estudantes saem daqui podendo pensar e refletir mais e serem mais investigativos. Foi muito bom, o saldo é altíssimo", comemora. E os benefícios são para os dois lados. Na opinião de Fabio de Sousa Coutinho, a iniciativa contribui para renovar a associação, que completou 53 anos.

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